Uma das marcas de África, na minha opinião, é a forma de conduzir. Substancialmente diferente dos países desenvolvidos, aqui a condução tem as suas particularidades. Não falo da qualidade das estradas ou da frota automóvel, essencialmente composta por grandes todo-o-terreno a reluzir após lavagem do criado ou por veículos ligeiros com mais de 10 anos roubado algures na Europa e chegados via navio. Aqui a condução descreve-se pela falta de regras. No outro dia, estranhei porque vi um motard com capacete. Já não estava habituado. Não há piscas, prioridades, civismo… Mas para compensar há muita buzinadela. Desde o condutor que estaciona e abre a porta sem querer saber quem possa vir atrás, àquele que entra na estrada sem olhar; o que é preciso é apitar! Isto obriga a uma concentração desmesurada e um cuidado redobrado, nomeadamente à noite, quando a visibilidade é quase nula. Nunca apitei tanto desde as vitórias consecutivas da nossa selecção no longínquo Euro 2004.
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