Tenho dado novidades aqui da terra mas ainda não tive oportunidade de vos explicar por que razão vim para aqui deportado. O nosso país está em recessão, que de acordo com os especialistas no metié representa o segundo semestre consecutivo com a economia em crescimento negativo. Assim, alguém tem que contribuir para equilibrar a balança e melhorar o défice externo. É aqui que entra o vosso amigo com o convite irrefragável para embarcar para a Republica da Guiné. A empresa para qual trabalho ganhou uma empreitada que consiste na execução de um terminal de contentores em Kamsar e decidiu enviar um jovem diligente.
A Guiné, embora pobre é um país com muitos recursos e um dos principais exportadores de bauxite e alumina. Consórcios de grandes empresas mineiras do mundo desenvolvido, com auxílio do Governo nacional exploram estas matérias-primas. Este trabalho requer infra-estruturas de qualidade, planeadas e dirigidas por mão-de-obra qualificada proveniente do mundo ocidental e executadas por mão-de-obra nativa e substancialmente mais apetecível em termos financeiros.
Kamsar é uma vila costeira que surgiu fruto do estabelecimento de uma empresa exploradora, de bauxite no local. A vila estende-se ao longo de duas vias de transporte que se desenvolvem contiguamente - uma estrada pejada de bicicletas e um caminho férreo que se assume como veículo de transporte ao minério que serve de base à produção do alumínio. Diariamente uma ou duas composições de três locomotivas e cento e vinte vagões atulhados percorrem a linha entre as minas e o porto, em ambos os sentidos, várias vezes ao dia
Posso afiançar que os nativos estão habituados a conviver no seio destes mega-empreendimentos e posso arriscar dizer que estão satisfeitos com este intercâmbio, uma vez que as empresas que aqui se implementam são a única fonte de sustento a esta gente. Para que se tenha uma ideia do flagelo que é o desemprego em Kamsar, estão inscritos na inspecção de trabalho mais de 6000 candidatos a um dos 70 empregos que a obra disponibiliza. Corre o rumor que a ordem da lista de candidatos está sujeita um pagamento de 400 euros à inspectora quando o ordenado médio neste país é de uns míseros 30 euros! Escândalo!
A Guiné, embora pobre é um país com muitos recursos e um dos principais exportadores de bauxite e alumina. Consórcios de grandes empresas mineiras do mundo desenvolvido, com auxílio do Governo nacional exploram estas matérias-primas. Este trabalho requer infra-estruturas de qualidade, planeadas e dirigidas por mão-de-obra qualificada proveniente do mundo ocidental e executadas por mão-de-obra nativa e substancialmente mais apetecível em termos financeiros.
Kamsar é uma vila costeira que surgiu fruto do estabelecimento de uma empresa exploradora, de bauxite no local. A vila estende-se ao longo de duas vias de transporte que se desenvolvem contiguamente - uma estrada pejada de bicicletas e um caminho férreo que se assume como veículo de transporte ao minério que serve de base à produção do alumínio. Diariamente uma ou duas composições de três locomotivas e cento e vinte vagões atulhados percorrem a linha entre as minas e o porto, em ambos os sentidos, várias vezes ao dia
Posso afiançar que os nativos estão habituados a conviver no seio destes mega-empreendimentos e posso arriscar dizer que estão satisfeitos com este intercâmbio, uma vez que as empresas que aqui se implementam são a única fonte de sustento a esta gente. Para que se tenha uma ideia do flagelo que é o desemprego em Kamsar, estão inscritos na inspecção de trabalho mais de 6000 candidatos a um dos 70 empregos que a obra disponibiliza. Corre o rumor que a ordem da lista de candidatos está sujeita um pagamento de 400 euros à inspectora quando o ordenado médio neste país é de uns míseros 30 euros! Escândalo!
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