Saturday, February 5, 2011

Avaria entérica

Já me começo a aclimatar a esta vida de África. Ao calor. À vida animal. Ao lixo. Mas, de quando a quando, lá vem aquele desarranjo intestinal que se faz acompanhar de “fezes moldáveis” como refere o folheto informativo dos comprimidos que procuram precisamente evitar e corrigir essa situação. Claro que esta reacção do meu organismo se deu logo no meu segundo dia de permanência no continente africano como um “Bienvenue, João”. No entanto, já houve reincidências. Ontem voltei a passar uma noite em branco. Na verdade a preto e branco (aqui tudo é mais preto que branco) porque depois de ir à casa de banho voltei a dormir que nem um menino.
Mas que conversa de merda é esta? – perguntam vocês.
O caricato está no facto de que foi precisamente no dia em que me tive de levantar penosamente para ir à retrete que faltou a água.
- Lavar as mãos?
- Para quê?
- Puxar o autoclismo?
- Pois… Esforcem-se para conceber o cheiro da bosta levedada durante 4 horas. Está a uma viagem Kamsar-Lisboa do “bom dia!” que estava habituado a ouvir de manhã.

No comments:

Post a Comment