Saturday, May 21, 2011

Conakry – o regresso do herói!

Sabia que o regresso a Conakry, e consequentemente à Guiné, me consentiria uma outra ideia do local, um outro ponto de vista das coisas. A primeira vez é sempre diferente, sempre especial. A seguinte permite reforçar ideias, converter outras e abandonar as demais. Em qual das vezes nos é transmitida mais autenticidade? Da primeira ou das sequentes vezes que lá se aterra? Trata-se de uma pergunta de resposta pouco imediata. Das minhas recentes cogitações diria que a primeira vez é mais intensa. A segunda mais real. À segunda não há expectativas, sabemos ao que vamos. Se por um lado é mais confortável, por outro perde-se a curiosidade, a sensação de viagem e um pouco daquela vontade imbuída no sangue com o apetite pelo desconhecido, que se vai progressivamente diluindo a cada vez que voltamos.
Conakry, com cerca de dois milhões de habitantes, é a capital da República da Guiné. Aqui, as falhas de energia são tão frequentes que se diz ser a maior cidade do mundo sem electricidade. Não deixa de ser um grande choque a chegada a este país, principalmente para quem pisa pela primeira vez o continente Africano. Após passar a corrupta comitiva de funcionários aeroportuários e agentes alfandegários, somos recebidos por um caloroso bafo húmido como quem dá as boas vindas a este magnifico continente. Depois, é ver toda uma realidade paralela que passa em frente aos nossos olhos através do vidro do carro. Impossível ficar indiferente. Pelo menos da primeira vez!

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